Este blog traz um pouco de tudo o que se passa em meus pensamentos... Família, amigos, meio-ambiente, educação, sentimentos, letras de músicas, poemas, desabafos, enfim, pensamentos meus...
Palavras que não saem do meu pensamento...
"Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Meus olhos me traem:
São sinceros, são verdadeiros,
desaguam ao menor sinal de tempestade interna.
São cúmplices de quem me fita,
denunciam minhas emoções.
Por mais que eu tente,
por mais que eu disfarce,
palavras e atitudes são em vão...
Meus olhos entregam ao outro de bandeja
tudo o que há em meu coração.
Rafaela Guimarães
(Imagem retirada de: http://life-in-sets.blogspot.com/)
sábado, 18 de junho de 2011
Qual é a melhor religião?
"A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito. É a que te faz melhor. (...) E o que te faz melhor é o que te faz mais compassivo, mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável, mais ético."
Dalai Lama
Dalai Lama
domingo, 24 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Crianças...

Meu filho só tem 4 anos, e com ele aprendo coisas que jamais imaginaria aprender com uma criança...
Ele gosta de conversar, e adora ouvir música tipo "putz-putz"... Nem sei mais como se chama esse tipo de música - essas modernas, tipo Black Eyed Peas, sabe? Bem, por causa dele tenho ouvido no carro rádios diferentes ( sou fã de carteirinha da Nova Brasil FM, é o estilo que fala ao meu coração...) e tenho entrado em contato com músicas diferentes também.
Uma delas, nem sei quem canta, diz: "É/ uma hora isso ia acontecer/ a vida cobra e a gente tem que crescer (...)", se não é isso, é mais ou menos assim... Mas o fato é que esse trecho dessa música mexeu comigo.
Sou professora de Ensino Fundamental (crianças de 6 a 10 anos, apesar de preferir os de 7 ou 8...) e este ano estou na Educação Infantil porque o destino quis assim... Pedi remoção para uma escola perto de casa acreditando que ficaria na série que gosto, mas me "deram" um grupo 4. Meu mundo caiu...
Por quase 2 meses eu lutei contra isso. Chegava em casa acabada, totalmente sugada pela necessidade de aprender das criancinhas sedentas de 4 anos, e ainda tinha o meu filho em casa com a mesma idade, a mesma energia, o mesmo pique... Cheguei a chorar debruçada na mesa de jantar, me arrependendo da mudança... Me tornei mestre em reclamação e negativismo, e cheguei a pedir desculpas a algumas amigas pelo "peso" das minhas conversas...
Mas o fato é que, de uma semana pra cá, parece que sou outra pessoa. Meu céu "desanuviou" (Hehehehehehe), e estou vendo as coisas de outra maneira.
Essa música que citei logo no início fala (a mim) exatamente sobre isso: uma hora a vida cobra, e a gente TEM que crescer. Resolvi parar de sofrer. Parar de reclamar (e isso estava me tomando um tempo...) e seguir positivamente, afinal as crianças precisam de mim.
Já me afeiçoei a eles, quero pegar no colo quando se machucam e adoro o jeitinho de alguns falarem... Como se não bastasse meu pequeno em casa (que é a razão da minha vida), agora eu penso 24 horas em crianças de 4 anos... kkkkk
Não costumo fazer isso, desabafar nas postagens, mas é também um pensamento meu, muito importante para mim nesse momento. É um momento de muitas reticências, de muitos suspiros, de respirar fundo e pensar com calma, agir com serenidade...
Ano que vem muita coisa vai mudar, eu sei... Mas até lá ainda tem chão, e eu vou ter tempo pra optar que caminho seguir...
segunda-feira, 7 de março de 2011
Máquina que converte plástico em petróleo novamente! Fantástico!
Pessoal, adoro o mundo virtual porque podemos ter acesso a inúmeras informações que não chegariam até nós não fosse a oitava maravilha do mundo - a internet!
Recebi agora há pouco via e-mail o vídeo cujo link segue abaixo. Está em japonês, mas tem tradução para o inglês, e é bem fácil de entender. Achei fantástico! Um japonês inventou muito recentemente uma máquina que converte plástico em óleo, de uma maneira razoavelmente simples e na proporção de 1kg de plástico para 1l de óleo! É incrível! Só me pergunto porquê isso não é levado ao conhecimento escancarado da população e viabilizado de forma real para comunidades ao redor do mundo todo.
Infelizmente há muita gente mal-preparada, pensando apenas em benefício próprio... Eu, particularmente, acho o pet uma praga, e os descartáveis também.
Mas isso já é pensamento para uma próxima postagem.
http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm
Busquei no Google e encontrei muitas matérias relacionadas. Segue o link do site Globo.com:
http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI169061-17180,00-MAQUINA+TRANSFORMA+PLASTICO+EM+OLEO+E+REDUZ+DAS+EMISSOES+DE+DIOXIDO+DE+CARB.html
Recebi agora há pouco via e-mail o vídeo cujo link segue abaixo. Está em japonês, mas tem tradução para o inglês, e é bem fácil de entender. Achei fantástico! Um japonês inventou muito recentemente uma máquina que converte plástico em óleo, de uma maneira razoavelmente simples e na proporção de 1kg de plástico para 1l de óleo! É incrível! Só me pergunto porquê isso não é levado ao conhecimento escancarado da população e viabilizado de forma real para comunidades ao redor do mundo todo.
Infelizmente há muita gente mal-preparada, pensando apenas em benefício próprio... Eu, particularmente, acho o pet uma praga, e os descartáveis também.
Mas isso já é pensamento para uma próxima postagem.
http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm
Busquei no Google e encontrei muitas matérias relacionadas. Segue o link do site Globo.com:
http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI169061-17180,00-MAQUINA+TRANSFORMA+PLASTICO+EM+OLEO+E+REDUZ+DAS+EMISSOES+DE+DIOXIDO+DE+CARB.html
Torradas queimadas
Mais um texto lindo que recebi hoje por e-mail, da minha querida amiga Sandra Berro. Compartilho com vocês! Beijinhos...
Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse:
" - Adorei a torrada queimada..."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!"
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.
Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.
A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo.
"Uma pessoa pode até se esquecer do que você lhe fez ou do que lhe disse. Mas nunca esquecerá o modo pelo qual você a fez se sentir."
(Imagem retirada de http://jornale.com.br )
Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse:
" - Adorei a torrada queimada..."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!"
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.
Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.
A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo.
"Uma pessoa pode até se esquecer do que você lhe fez ou do que lhe disse. Mas nunca esquecerá o modo pelo qual você a fez se sentir."
(Imagem retirada de http://jornale.com.br )
domingo, 6 de março de 2011
Sobre ser mãe
Pois é, pessoal... Publico aqui mais um texto desses que a gente recebe por e-mail e que nos tocam profundamente. Ando numa fase bem nostálgica, e a maternidade é um assunto que sempre me emociona. Meu sonho nunca foi ser mãe. Porém, depois de 1 ano e meio de casados (e mais quase 9 de namoro!), eu e meu marido planejamos ter um filho. E hoje asseguro que foi a melhor decisão de minha vida!
Bem, antes que eu comece a choramingar, deixo aqui este texto, cuja autoria desconheço, para que as mães se reconheçam em cada frase! Beijo em seu coração!
Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'
Bem, antes que eu comece a choramingar, deixo aqui este texto, cuja autoria desconheço, para que as mães se reconheçam em cada frase! Beijo em seu coração!
Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'
(Imagem retirada de: http://helencarol.wordpress.com/2008/05/11/mae/)
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